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terça-feira, 3 de junho de 2008

BIFÃO NA BOLA




Somos merecedores.
E como somos.
Roemos as unhas quando do sorteio. Era o grupo da morte.
Sofremos no primeiro tempo da estréia, mas desligamos a TV otimistas.
Contra o Arsenal, nada mais justo, mostramos do que o nosso era capaz.
Em Assunción, tivemos certeza, conseguiríamos passar.
No segundo jogo em casa, a confirmação da força.
Tropeço calculado em Sarandì, primeiro das américas no último jogo.
Vitória em Medelín, vitória no Maraca, seja bem-vinda, quartas-de-final.
Desafio no Morumbi, com cara de decisão.
Momento santo no Rio de Janeiro.
Raça no Cilindro.
Passaram-se gerações aguardando por este momento. Tricolores nasceram, cresceram, envelheceram, não estão mais entre nós e ainda assim não puderam contemplar o evento que se aproxima.
Serão muito bem representados amanhã.
Alguns de nós aprenderam a amar o Flu por causa dos avós, outros por causa dos pais e ainda existem aqueles que se enamoraram pelo Tricolor graças ao acaso, a um ídolo, a algum jogo épico, talvez. E todos nós, logo mais, deveríamos fazer um interminável instante de reflexão, em reverência ao quadro que se estenderá diante de nossos olhos.
O Mário Filho estará repleto, transbordando gana, vontade e paixão pelas três cores que, juntas, perfazem a camisa mais significativa deste planeta.
Não é hora de ressaltar os aspectos profissionais e práticos do jogo. Estes são importantes, claro, mas parecem nada, diante da atmosfera que está sendo criada pelos afã dos tricolores.
Amanhã é dia do grande estádio encolher, do grito sair mais alto do que nunca, do pavilhão tremular, da massa rugir.
Nosso time vai sentir o calor.
Nosso adversário vai sentir o peso.
Avante, Fluminense, que teu povo está mais do que preparado para a vitória suprema.
Nós merecemos.

(TEXTO DO PAVILHÃO TRICOLOR. COM)

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