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quarta-feira, 4 de abril de 2007

UMA PEQUENA HISTÓRIA SOBRE UMA BARATA

Não existe no mundo bicho mais cretino que a barata. Dizem que só ela sobreviverá a uma guerra nuclear e parece que a safada sabe disso e resolve tirar uma com a nossa cara. As mulheres que o digam.
Certa vez, na casa da prima do meu amigo Jervásio, onde residem nada menos que seis mulheres, apareceu um desses insetos ignóbeis. E cá pra nós, uma casa com seis mulheres para uma barata é o mesmo que Neverland para o Michael Jackson.
E lá estava a cretina parada, olhando para as jovens com as antenas salientes, como se estivesse dizendo: "E aí? Vai encarar"? Claro que, não. A mulher encara quase tudo, mas barata, nem pelas costas.

O Jervásio foi chamado para a missão de ser o exterminador de baratas. Ele improvisou na hora de dar cabo da safada. Muito esperto, pegou um caderno de jornal e ficou fingido que estava lendo. Mas pelo alto da página, observava os movimentos do inimigo.
E lá estava ela, andando tranqüilamente, como se fosse uma Gisele Bündchen na passarela do "Barata Fashion Rio". Jervásio pegou um pedaço do jornal e foi enrolando, fazendo uma espécie de "porrete press", sempre olhando a cretina de relance. Ele foi se preparando... Dando um passo de cada vez, na direção dar ordinária, que, como pressentindo o que estava para acontecer, ficou parada, virada na direção dele. Parecia a cena do Jack Bauer em 24 horas. Quando achou que estava a uma distância razoável: Pah. Uma jornalada só. Errou. A barata saiu voando e Jervásio teve a impressão de ter ouvido uma risadinha. Revoltado, meu amigo resolveu encarar aquilo como uma batalha pessoal. Saiu do quarto e retornou carregando todos os tipos de inseticidas conhecidos.
Foram minutos de angustia. Jervásio descarregou todo o conteúdos das latas. Algum tempo depois ele saiu do quarto, mais revoltado do que quando entrou.
-Essa barata é uma viciada. Usei todo o inseticida em cima dela e nada da miserável morrer. Muito pelo contrário. Ela voltou com um pano e pediu para eu colocar mais inseticida para que pudesse cheirar mais tarde.
Foi quando o Pitu, primo do Jervásio, chegou e se propôs a dar cabo da meliante. Foi para o quarto e bateu a porta. Alguns instantes depois, saiu do quarto com a lanfranhuda esticada no pedaço de jornal. As mulheres quiseram saber como ele havia vencido o embate com aquele ser desprezível.
- Taquei meu chinelo nela. Nada mais.
Em seguida, foi para o banheiro, jogou o cadáver da barata no vaso e deu descarga. Era o fim do sofrimento daquelas seis mulheres.

Moral da história: "Nenhuma barata resiste a uma chinelada bem dada"...

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