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quarta-feira, 29 de julho de 2009

HISTORINHAS DO BIFÃO...

CUNVERSA DE MINEIRIM
_ Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss???
_ Num gosta di pescá….
_ Num gosta di futebor…
_ Num sabi contá piada…
_ Num toma umas pinguinha….
_ Óia, cumpadi….si num tivesse a "perseguida", eu nem cumprimentava.
MUIÉ MINEIRA
Os dois cumpadre's pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um deles pergunta:
_ Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?
_ Uai…quentim… vermeia..? A gente gosta? Uái sô, só pode ser "perseguida". Mas eu num sabia que comia terra, sô!!
O outro dá uma pitada no cigarro:
_ Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.
"DIPROMA"

O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali. Ele chama:
_ Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafèzinho aqui pra visita!
_ Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
_ É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Belzonte e ela voltou com ele!

MINEIRIM NO RIDIJANEIRO

Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço. sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho. Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.
Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do 'amigão' que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio…A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.
O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:
_ Qui qui foi, uai? Seus bobãum… vão dizê qui quando oceis pula na agua fria, o pintim doceis num incói tamém…?
TRAIÇÃO À MINEIRA

O amigo chega pro Carzeduardo e fala:
_ Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.
_ Magina!! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.
_ Carzeduardo! Toda veiz qui ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.
_ Duvido! Ele não teria corage….
_ Mais teve! Pode confiri.
Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta. Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage. Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve. E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:
_ Foi terrive di vê!!!… ele jogou ela na cama, tirou a brusa…. e os peito caiu….tirou a carcinha…e a barriga e a bunda dispencaro…… tirou as meia…e apariceu aquelas varizaiada toda, as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda roupa, cas mãos no rosto, pensava: 'Ai…qui vergonha que tô do Arcide!!!'
UAI SÔ

Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte para os finalmentes. Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar:
_ Once more, once more, once more…..(tradução de once more: 'mais uma vez')
E o mineirinho responde desesperado:
_ Beozonte, Beozonte, Beozonte…..

INDO PARA A PESCARIA…
Os dois mineiros se encontram no ponto de ônibus em Cocalinho para uma pescaria.
_ Então cumpade, tá animado? pergunta o primeiro.
_ Eu tô, home!
_ Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?
_ É que tô levano uma pingazinha, cumpade.
_ Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!
_ Cumpade, é que pode aparece uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô.
_ É… e na outra sacola, o que qui tá levano?
_ É a cobra, cumpade. Pode num tê lá…

MINEIRIM COMPRANDO PASSAGEM
O mineirin vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.
_ Quero uma passage para o Esbui - solicita ao atendente.
_ Não entendi; o senhor pode repetir?
_ Quero uma passage para o Esbui!
_ Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.
Aborrecido, o caipira se afasta do guichê, se aproxima do amigo que o estava aguardando e lamenta:
_ Olha, Esbui, o homem falou que prá ocê não tem passagem não!

A PESQUISADORA E O MINEIRIN

Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior de Minas.
_ Essa terra dá mandioca?
_ Não, senhora. - responde o roceiro.
_ Dá batata?
_ Também não, senhora!
_ Dá feijão?
_ Nunca deu!
_ Arroz?
_ De jeito nenhum!
_ Milho?
_ Nem brincando!
_ Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
_ Ah! .. Se plantar é diferente.

Um comentário:

Patrícia Campos disse...

Muito bom!! ri muito..dimais da conta sô!!