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sexta-feira, 5 de junho de 2015

DA SÉRIE: HISTORINHAS DO BIFÃO...

Inseminação Artificial...
Do nada a ex, que não via há uns dois anos, chegou com a novidade.
_ Eu quero um filho seu. _ ele não teve nem tempo de raciocinar, quando ela completou. _ Mas não pelo método tradicional.
“Método tradicional” entenda-se como a velha, boa e prazerosa arte do sexo entre homem e mulher. O que ela queria é que ele doasse os espermatozóides. O restante seria com a clínica especializada.
_ Mas como?_ Logo ele apreciador e praticante do método tradicional feito pelo criador para a perpetuação da espécie humana _ Não poderia rolar nem um “Booty Call” (expressão em inglês que quer dizer, “corpinho amigo” “sexo camarada”)? _ perguntou com muita expectativa.
A ex descartou a possibilidade e a discussão não foi adiante. Como gostava dela, concordou em fazer o que ela queria. Só havia um problema. Como fazer isso que ela queria?
Pediu ajuda ao Pitu que o levou a uma clínica especializada no método.
_ Fica tranqüilo. É só se concentrar e deixar rolar. Se é que você me entende. Tenho um monte de “Pituzinhos” congelados para a posteridade.
O primeiro constrangimento foi logo com a atendente. Além de ser uma mulher, ela ainda lembrava aquelas caricatas criaturas da Alemanha Oriental (quando a Alemanha ainda era dividida) dos filmes dos irmãos Zucker e de Jim Abrahams.
_ Antes que a senhora pense qualquer coisa errada, nós não formamos um casal moderno. A ex dele quer os espermatozóides. Portanto, pode tirar esse sorrisinho do canto da boca. _ falou o Pitu, sem esconder uma ponta de vergonha.
A última coisa que a expressão da criatura lembrava era um sorriso. Ela entregou os documentos que ele precisava preencher e também dois potinhos brancos.
Documentos preenchidos. Lá foi ele para a sua “carreira solo”. Se é que você me entende.

_ Espero terminar isso em, 15 20 minutos. _ disse ele indo em direção a uma das salas reservadas.
Passaram-se duas horas e nada. Trinta minutos , o Pitu resolveu ver o que estava acontecendo. Bateu na porta da sala onde ele estava.
_ Algum problema? Os seus 20 minutos estão na quinta prorrogação.
_ Minha primeira vez com as mulheres sempre é complicada. Imagine com um pote branco, que não fala nada, não dá beijinhos, não faz carinho e não tem corpinho de princesa. É difícil.
_ É que a atendente está com a cara mais feia do que quando a gente chegou aqui. Por causa da sua demora.
_ Pronto. Muito obrigado. Se estava difícil se concentrar antes, imagine agora, que a imagem da atendente não sai da minha cabeça? Só de imaginá-la na cama, meu amiguinho está quase se recolhendo.
_ Não tem revistinhas? Vídeos? Nada para aumentar a inspiração?
_ Tem tudo, mas é complicado fazer estas coisas aqui na clínica.
_ Você nunca transou no carro? Na escada do prédio? Na garagem? Aqui é um local público como esses que citei.
_ Já fiz isso em todos esses lugares. Mas a minha companhia nunca foi um potinho redondo, branco, sem pernas, braços e mudo.
Pouco antes de a clínica fechar as portas, depois de muitas tentativas, ele saiu da sala e foi em direção à atendente. Mais uma vez ficou constrangido ao entregar os “potes insensíveis” para ela. Acordou o Pitu, que estava no décimo quinto sono e foram embora. Ele nem olhou para trás. No caminho para casa falou para o amigo.
_ Se alguma outra mulher inventar de ter filho comigo vai ter que ser através do velho e amigo “esporte bretão”. Caso contrário, ela que trate de adotar uma criança. Esse negócio de potinho, nunca mais...

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